Com mais de 1,1 milhão de furtos e roubos registrados em 2024, no Brasil, soluções inteligentes ganham espaço na segurança residencial
Diante da crescente sensação de insegurança nas cidades da Região Metropolitana de São Paulo, moradores têm recorrido à tecnologia como aliada no combate à criminalidade.
Equipamentos de alta precisão, antes restritos a grandes corporações, agora fazem parte do cotidiano de condomínios residenciais e imóveis de médio e alto padrão. O cenário é impulsionado por números alarmantes: mais de 1,1 milhão de furtos e roubos a residências foram registrados no Brasil somente em 2024, segundo levantamento da ICTS Security.
Certas ocorrências e os dados estatísticos reforçam a percepção já comum nas ruas: não bastam ter muros altos e câmeras simples, a segurança precisa ser estratégica, integrada e inteligente.
Soluções para a segurança na Tecnologia
Entre as soluções que vêm ganhando espaço estão o reconhecimento facial para controle de acesso, o monitoramento remoto com inteligência artificial, as rondas virtuais e as auditorias preventivas. Todas essas ferramentas têm como objetivo não apenas registrar ocorrências, mas agir preventivamente, com identificação de padrões de risco e resposta rápida a situações suspeitas.
“Hoje em dia, os moradores estão cada vez mais atentos à segurança em diferentes aspectos, física, patrimonial, emocional e até digital. A preocupação vai muito além do medo de invasões e furtos”, afirma Ellen Pompeu, sócia-diretora da ICTS Security.
Segundo a especialista, o perfil dos consumidores de soluções de segurança mudou. Moradores buscam eficiência, facilidade de uso e integração com o cotidiano,
além de estarem mais conscientes sobre o papel da educação preventiva no dia a dia.
A construção de um ambiente seguro passa pela criação de uma cultura coletiva de prevenção e resposta. Isso inclui desde a capacitação dos colaboradores e a atualização dos equipamentos até o envolvimento dos moradores nas decisões relacionadas à segurança.
Apesar do avanço tecnológico, a eficácia dos sistemas depende diretamente do comportamento das pessoas que convivem no ambiente protegido.
Mudanças no setor de segurança
Em virtude dos avanços da tecnologia, nos últimos cinco anos, o setor de segurança residencial passou por uma grande transformação, impulsionada pelo avanço da tecnologia. A oferta de produtos se ampliou, com soluções mais acessíveis, modulares e fáceis de instalar, tornando a segurança eletrônica mais democrática.
A gestora esclarece que, além da variedade, o destaque está na integração dessas soluções ao dia a dia, fazendo da segurança parte do conceito de lar inteligente. O consumidor atual busca praticidade, conectividade e autonomia, além da proteção.
“A entrada de grandes empresas de tecnologia no setor acelerou a inovação e elevou o nível de exigência. E com sistemas mais sofisticados, cresce também a importância da consultoria especializada, essencial para garantir um projeto de segurança eficaz e bem estruturado. O mercado está mais dinâmico e competitivo, e o futuro caminha para soluções cada vez mais integradas e proativas”, ressalta a diretora.
IA e perspectivas no Brasil
No setor de segurança, a inteligência artificial (IA) já tem um papel ativo, e cada vez mais decisivo, nos sistemas de segurança patrimonial. Para Ellen Pompeu, utilizar a tecnologia já é um diferencial competitivo real, com aplicação prática em diversas frentes.
“Hoje, os sistemas de segurança mais avançados usam inteligência artificial para antecipar, analisar e automatizar decisões, com um nível de eficiência que seria impossível apenas com sensores tradicionais”, diz Ellen.
Como exemplos, a diretora aponta como:
- Reconhecimento facial e de comportamento;
- Análise de vídeo em tempo real;
- Assistentes inteligentes e automações;
- IA em nuvem;
- Fechaduras e portões inteligentes com IA.
“Importante ressaltar que a IA não substitui o projeto de segurança. Ela o potencializa, há uma integração mais ágil e eficaz. No entanto, é essencial o equilíbrio da tecnologia com procedimentos de rotina e emergência, pessoas e treinamentos”, a, afirma gestora.
A inteligência artificial permitirá que câmeras e sensores reconheçam comportamentos suspeitos, reduzam falsos alarmes e tomem decisões automáticas em tempo real.
Reconhecimento facial e leitura de digitais devem substituir as chaves físicas, biometria, oferecendo mais praticidade e segurança.
Fonte: Giro SA | Reprodução
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