Por Tironi Paz, Fundador e CEO da Imply Tecnologia
Nos últimos anos, o reconhecimento facial e a biometria ganharam espaço em diversos setores no Brasil, como aeroportos, bancos, serviços públicos, estádios, etc.
“A tecnologia, que utiliza características únicas de cada pessoa para confirmar sua identidade, passou a ser vista como uma aliada no aumento da segurança, na prevenção de crimes e na melhoria da experiência do usuário”, comenta Tironi Paz, fundador e CEO da Imply Tecnologia.
Recentemente, o governo federal anunciou a obrigatoriedade do cadastro biométrico para concessão, renovação e manutenção de benefícios sociais, conforme previsto no Decreto que regulamenta a Lei nº 15.077/2024. Em todos os casos, o uso desses dados está sujeito à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que garante direitos à privacidade e ao tratamento adequado das informações pessoais.
Já no contexto esportivo, a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) e regulamentações estaduais já determinam a obrigatoriedade de sistemas de identificação biométrica em arenas e estádios, visando coibir violência e facilitar a identificação de torcedores.
Apesar da expansão e das evidências de eficácia, o tema ainda é cercado por desinformação.
Mitos e verdades sobre o reconhecimento facial e biometria
Mito: O reconhecimento facial armazena fotos de todos para sempre.
Verdade: Sistemas sérios e regulamentados não guardam fotos, mas sim “templates”, representações matemáticas de pontos-chave do rosto ou dados biométricos. Essas informações têm finalidade específica, prazo definido e são protegidas pela LGPD.
Mito: A tecnologia pode ser facilmente enganada com fotos ou vídeos.
Verdade: Soluções modernas usam liveness detection (detecção de vivacidade), que identifica se a pessoa está realmente presente, bloqueando tentativas de fraude com imagens impressas ou digitais.
Mito: O reconhecimento facial só serve para segurança.
Verdade: Além de reforçar a segurança, a biometria agiliza processos como check-in automático em eventos, embarque rápido em aeroportos, autenticação bancária e personalização de serviços.
Mito: Qualquer empresa pode usar meu rosto como quiser.
Verdade: No Brasil, dados biométricos são considerados sensíveis pela LGPD. Seu uso depende de consentimento ou de previsão legal, com obrigação de transparência, segurança e finalidade específica.
Mito: Reconhecimento facial é 100% preciso.
Verdade: A precisão depende da qualidade das câmeras, do software e das condições de captura e validação utilizadas.
Fonte: Crypto ID | Reprodução
https://cryptoid.com.br/biometria/reconhecimento-facial-e-biometria-o-que-e-mito-ou-verdade











