O crime ocorreu por volta das 6h15, no bairro da Mooca, no momento em que Robson se preparava para ir embora do local de trabalho
O segurança Robson Anastácio Cândido Nunes, de 41 anos, foi assassinado a tiros na manhã da última terça-feira (09), na Zona Leste de São Paulo. Ele foi surpreendido por um homem que o havia ameaçado de morte após ser expulso de uma casa noturna. A Polícia Civil de São Paulo identificou Samuel Victor Corbacho como o autor do homicídio
De acordo com as apurações, Samuel discutiu com o segurança por volta das 3h48 e chegou a ser retirado do estabelecimento. Segundo relatos, ele tentou voltar para a balada à força, mas não conseguiu. Testemunhas disseram à polícia que Robson foi quem retirou o homem do local aplicando um mata-leão.
Ele retornou às 5h33 em uma motocicleta preta, permanecendo nas imediações. Quando Robson deixou o local, às 6h18, o atirador perseguiu o segurança, que tentou fugir correndo, mas caiu no chão.
O criminoso se aproximou, disparou várias vezes contra ele, guardou a arma na cintura e fugiu em uma moto. Durante o ataque, um policial militar que estava de folga em um food truck próximo também foi atingido na perna. Ele aparece nas imagens mancando, mas está fora de risco de morte.
As investigações apontam que, após o crime, Samuel ligou para um familiar, confessando a autoria e alegando que teria agido por vingança, acusando o segurança de lhe roubar um relógio e fazer ameaças de morte.
Homenagens à vitima
Robson, pai de duas filhas e avô, trabalhava há mais de três anos na casa noturna e também como vigilante de uma padaria. A mãe da vítima, Marta, e a filha mais velha, de 19 anos, expressaram sua dor e a falta de comunicação após o crime. Segundo elas, foi um amigo do segurança quem entrou em contato para avisar sobre o ocorrido.
Familiares relataram que Robson era muito trabalhador e tinha um carinho especial por sua profissão, mesmo com um salário baixo. Além disso, a família revelou que Robson tinha sido diagnosticado com câncer há cerca de três meses e estava em tratamento. No dia do assassinato, ele teria uma nova sessão. Ele faria aniversário nesta semana. O velório de Robson ocorreu no dia seguinte ao crime.
A mãe de Robson lamenta a perda do filho e clama por justiça: “Você vê, trabalhando, né, você sai para trabalhar e é assaltado, ou a pessoa vem e mata. Eu quero justiça, né, porque o que o cara fez com ele não s e faz com ninguém.”
Fonte: Band e CNN | Reprodução











