O Anuário da Segurança Pública 2025, divulgado neste mês de julho, trouxe dados atualizados sobre o setor da segurança privada no Brasil. Os números indicam avanços tímidos e reforçam uma percepção compartilhada por muitos profissionais: apesar da sanção da Lei 14.967/24, o setor segue parado no tempo, travado pela ausência do decreto regulamentador.
Números gerais
Vigilantes com vínculo ativo:
O total chegou a 571.158 em 2025, o maior número registrado desde 2018, quando o setor contava com 604.476 profissionais.
Profissionais com curso de formação atualizado:
A quantidade caiu de forma preocupante: em 2019, eram mais de 1 milhão com formação válida. Hoje, são 765.942.
Perfil dos profissionais
Gênero:
A participação feminina vem crescendo de forma gradual. Atualmente, as mulheres representam 17% da categoria, somando 95.191 profissionais, um avanço frente às 66.264 registradas em 2019. Já o número de homens passou de 497.734 para 548.417 no mesmo período.
Escolaridade:
Hoje, 79% dos vigilantes possuem pelo menos o ensino médio completo. São mais de 510 mil com essa formação. Além disso, o número de profissionais com ensino superior também aumentou: mais de 20 mil já concluíram a graduação e quase 10 mil estão cursando.
Faixa etária:
O setor mostra sinais de envelhecimento.
- 36% dos vigilantes têm entre 40 e 49 anos;
- 24% têm mais de 50 anos;
- Apenas 11% têm até 29 anos;
- E 29% estão entre 30 e 39 anos.
Distribuição regional:
Houve crescimento em todas as regiões:
- O Sudeste segue liderando, com 302 mil vigilantes ativos;
- O Nordeste conta com quase 127 mil;
- O Sul chegou a 101 mil;
- O Centro-Oeste soma mais de 66 mil;
- E o Norte chega a quase 47 mil profissionais.
Apesar desses avanços pontuais, o Anuário deixa claro que a transformação profunda esperada com a nova lei ainda não chegou. Cerca de 200 mil profissionais com formação válida seguem fora do mercado, aguardando oportunidades que não se concretizam. Isso acontece justamente num momento em que o país demanda mais estrutura, eficiência e valorização na área da segurança privada.
Em resumo, os dados do Anuário de 2025 mostram um setor com fôlego, mas avançando com dificuldades em meio a velhos obstáculos. A Lei 14.967/24 foi sancionada, mas sua efetividade depende da regulamentação. Sem o decreto, a nova era segue apenas no papel. Que o próximo anuário registre, enfim, o início dessa virada histórica para os profissionais e empresas que sustentam essa atividade essencial para o Brasil.
Dados: https://forumseguranca.org.br/publicacoes/anuario-brasileiro-de-seguranca-publica/
Por Revista SSP












4 Ver comentários
Cadê o direito da aposentadoria especial dos vigilantes que não sai porque tanta enrolação para jugar .e muito descaso com a nossa profissão poca vergonha pra nossa classe
Bom dia si não melhorar ó salário dá categoria no futuro vai faltar profissional interessado nessa profissão
Deveria ser diferente porque.não faser um padrão. de escolas para curso e reciclagem de vigilantes cada .municipio uma escola sobi responsabilidade de seus prefeitos semdo formalisado um valor X por vigilante nisto tendo seus treinamentos em escolas construidas pelas prefeituras.na supervisão da policia federal.aproveitando para facilitar o custo do curso e reciclagem.porque e muito caro inves disso uma taxa todo mes valor consideravel.para a prefeitura de cada .municipio OK.
O piso nacional dos vigilantes precisa ser aprovado.
É inadmissível que o salário de um vigilante , que coloca seu bem mair na mira, receba R$ 2.330 Reais, em alguns Estados nem isso.
Melhores equipamentos de proteção individual é de suma importância.