A Câmara Municipal de São Paulo sediou na tarde deste sábado (20/9) o 2º Encontro Nacional dos Profissionais de Segurança Privada. O evento, promovido pelo Instituto Nacional Vigilantes Brasil, contou com o apoio do vereador André Santos (REPUBLICANOS).
O evento reuniu empresários e trabalhadores do setor para debater pautas históricas da categoria, como a aposentadoria especial dos vigilantes e a criação de um piso salarial nacional. Também estiveram em discussão propostas de lei que possam fortalecer e valorizar a atuação desses profissionais.
Segundo o vereador André Santos, a mobilização é essencial para garantir avanços “[Esse evento] vem com o objetivo de trazer luz aos direitos desses profissionais e o que está sendo feito dentro do âmbito político, nas casas legislativas para que a gente consiga através da nossa mobilização, trazer uma condição melhor para esses profissionais. Aí sim, eles tendo uma condição clara de bom aproveitamento dentro daquilo que faz, valorizando o seu salário, sua condição como agente, certamente ele vai ter uma condição melhor de produzir com mais tranquilidade o seu trabalho e assim, quem ganha é a população”, afirmou.
O encontro foi o segundo sediado no parlamento paulistano e reforçou a importância do diálogo entre diferentes segmentos do setor. Para o presidente do Instituto, Fleitas Fidelis, a iniciativa ajuda a dar visibilidade às principais reivindicações. “Esse evento é muito importante para que a categoria venha a ver os pontos principais, que são a aposentadoria especial do vigilante, o piso nacional do vigilante e a gente fica satisfeito pelos vigilantes estares prestigiando esse evento.”
Além dos direitos trabalhistas, a formação e a reciclagem profissional também estiveram em pauta. Empresários destacaram a relevância dos centros de capacitação para garantir não apenas a segurança da população, mas também a dos próprios trabalhadores.
“A segurança privada é uma das profissões que mais crescem atualmente no Brasil, tendo em vista a insegurança de muitas empresas, as invasões, então a responsabilidade dos centros de formação de vigilantes é treinar os profissionais para que eles possam atuar de forma legalizada, de forma capaz, de forma profissional e prestar o serviço de acordo com o que a Polícia Federal exige, dentro da legislação atualizada, dentro do Estatuto, segundo as normas, porque hoje o que mais prejudica a segurança privada, além do crescimento dela, é a segurança clandestina”, destacou o empresário Daniel Fernando.
Para Rubens Couto, também empresário do setor, valorizar o vigilante é reconhecer seu papel essencial para a sociedade. “É muito importante esse evento para valorizar a categoria, que é uma categoria oprimida, uma categoria pouco reconhecida, infelizmente. Lembrando que é um pilar fortíssimo da segurança pública, até mesmo já por força de lei, a própria legislação, a 7.102/83 já previa que o vigilante atua como força complementar a segurança pública, porém, eu costumo dizer até para os nossos alunos nos centros de formação que é o inverso, as polícias militares, civil e federal atuam como esse apoio.”
A trajetória de profissionais experientes também marcou o encontro. Com 20 anos de atuação, a vigilante Tânia Dionísio reforçou sua paixão pela profissão. “Eu pretendo me aposentar na profissão que eu escolhi e é isso. A dica para quem está começando é força de vontade e ir em frente porque não é uma profissão ruim, é uma profissão muito boa, vale a pena lutar e vale a pena querer trabalhar.”
Fonte: Câmara Municipal de SP | Reprodução











