As tradicionais câmeras de segurança ganharam novos usos. Elas continuam mapeando riscos e melhorando o desempenho das portarias de estabelecimentos comerciais e residenciais, mas agora assumiram funções muito mais amplas. “Se antes as câmeras serviam apenas para registrar imagens, hoje elas se tornaram sensores inteligentes, capazes de interpretar o ambiente, identificar riscos e gerar alertas em tempo real”, afirma André Prado, presidente da Emive, empresa que atua no mercado de segurança desde 1991 e possui uma carteira com mais de 140 mil clientes.
Segundo Prado, em vez de apenas registrar o que acontece, as câmeras atuam agora como dispositivos inteligentes, capazes de entender o que está se passando e, em alguns casos, até sugerir o que fazer, 24 horas por dia, sete dias por semana.
A chave para isso é a integração com a inteligência artificial, que deixou de ser uma promessa futurista para se tornar parte da rotina das empresas. É o que se observa em diversos setores da economia que já aderiram a essa tendência.
As aplicações já trazem resultados práticos para empresas que adotaram soluções integradas em suas diferentes áreas. “Com a aplicação da IA, as câmeras se transformam em sensores de metadados. Mas, para isso, é essencial que essas soluções operem de forma integrada, oferecendo tudo o que o cliente precisa em um único projeto personalizado”, afirma Leandro Eustáquio, gerente da área de segurança eletrônica da catarinense Intelbras.
Em outro cenário, bastante distinto, os diferenciais das câmeras inteligentes incluem a capacidade de criar mapas de calor que identificam os locais de maior circulação de pessoas. É o que fez o banco Santander, que criou mecanismos de mitigação de riscos para as agências. O banco mantém, no Brasil, cerca de 50 mil câmaras em suas instalações. Elas são utilizadas para preservar os equipamentos da companhia e ajudam a reduzir incidentes envolvendo ataques a caixas eletrônicos, além de apoiar diversas outras operações, como a segurança dos centros de dados.
Aproveitando o cenário favorável, o setor de segurança eletrônica segue em alta: depois de alcançar um faturamento de 14 bilhões de reais em 2024 — avanço de 16% em relação ao ano anterior — deve crescer mais 24% em 2025, segundo a previsão da ABESE. “A IA chegou para impulsionar a capacidade de análise de dados das centrais de monitoramento. O setor está sendo transformado por esse novo cenário e já busca um perfil diferente de profissionais, habilitados para gerenciar dados”, diz Selma Migliori, presidente da Abese.
Com apoio de sistemas de câmeras inteligentes e ultra conectadas, a segurança tende a se tornar cada vez mais sinônimo de eficiência operacional.
Fonte: Veja | Reprodução
https://veja.abril.com.br/economia/cameras-inteligentes-viram-aliadas-da-eficiencia-nos-negocios











