Durante a madrugada desta terça-feira, agentes da Guarda Municipal de Cascavel, no Jardim Melissa, abordaram um veículo trafegando na contramão da Avenida Piquiri. Após acompanhamento por quatro quadras, o condutor foi parado e identificado como vigilante.
Na revista, os agentes localizaram uma pistola PT com 32 munições e constataram que o carro, uma Pajero, estava equipado com giroflex azul e vermelho — similar ao utilizado por viaturas oficiais. O vigilante alegou que usava o equipamento para “inibir ações criminosas”.
A Guarda Municipal investiga o caso, que envolve porte de arma de fogo e uso irregular de sinalização reservada a veículos de emergência.
Análise SSP
O episódio envolvendo um vigilante armado e o uso de veículo com giroflex não autorizado em Cascavel acende um importante alerta para o setor: a atuação na segurança privada exige responsabilidade, limites legais e respeito às normas que regem a profissão.
Apesar da intenção alegada de “intimidar a criminalidade”, a utilização de sinalizadores similares aos de viaturas oficiais é uma infração grave, que pode configurar usurpação de função pública e gerar insegurança para a população. O vigilante não é policial, nem pode agir como tal.
A segurança privada tem papel fundamental na proteção de patrimônios e vidas, mas dentro dos limites estabelecidos pela legislação. A partir da nova Lei 14.967/24, que fortalece a regulamentação do setor, a fiscalização deve ser mais rigorosa para evitar abusos e preservar a credibilidade da categoria.
Este caso deve servir como reflexão e reforço: profissionalismo, capacitação contínua e obediência à lei são os pilares que distinguem um bom agente de segurança privada. Ir além disso é ultrapassar a fronteira do legal — e do aceitável.
Fonte: CGN | Reprodução
https://cgn.inf.br/noticia/1863124/guarda-municipal-persegue-viatura-falsa-na-regiao-norte-e-detem-vigilante-com-arma-de-fogo











