Um vigilante de 43 anos foi preso em Pernambuco, por perseguir e ameaçar a ex-companheira, mesmo após o fim do relacionamento. A vítima relatou agressões verbais, intimidações presenciais e assédio virtual. Em um dos episódios, ele teria dito que “ela não passaria daquele dia”.
Segundo o depoimento, o homem dormia com a arma sob o travesseiro e usava esse comportamento para intimidá-la. Ele foi preso em flagrante com uma pistola 9mm de uso restrito.
Apesar da gravidade, o vigilante foi solto após audiência de custódia. A Justiça manteve a arma apreendida e impôs medidas protetivas à vítima, incluindo a proibição de porte de arma.
Opinião SSP
Esse caso escancara um problema sério: quando quem deveria proteger vira ameaça. O vigilante, por definição, é um profissional treinado para lidar com riscos, e não para criá-los. A postura dele vai contra tudo o que a profissão exige: autocontrole, ética e respeito à vida.
O setor de segurança privada, que luta diariamente por valorização e reconhecimento, não pode aceitar esse tipo de desvio de conduta. Mais do que nunca, é preciso reforçar a importância de filtros rigorosos na formação, na fiscalização e na atuação de quem escolhe seguir essa carreira. Profissionais que não compreendem o peso de sua função não podem continuar nela.
Segurança não se impõe pelo medo. Ela se constrói com confiança, responsabilidade e respeito. É isso que se espera, e se exige, de todo vigilante.
Fonte: Portal NE10 Interior | Reprodução











